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MIGUEL BONDO ENALTECE GANHOS DO SECTOR MINEIRO

 

Catoca é mais valia para a Lunda Sul e Angola. O Planageo trará múltiplas vantagens ao Sector. Quadros para laboratórios de Saurimo, Luanda e Lubango já iniciaram formação. Tópicos para seguir no resumo da entrevista com o Secretário de Estado para a Geologia, Miguel Bondo Júnior.

O Secretário de Estado para Geologia vê com "bons olhos" o crescimento que o país regista no sector mineiro, principalmente com os resultados apresentados até ao memento pelo Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO).

Miguel Bondo falava à margem de uma visita de inspecção realizada em Saurimo, ao Laboratório Regional Leste de mineralogia, a 23 de Julho, onde funcionará igualmente o Instituto Geológico angolano (IGEO).

Enquadrado no Planageo e orçado em mais de 62 milhões de dólares norte-americanos, o Laboratório de Saurimo vai reforçar a mineralogia angolana na zona nordeste, uma vez que servirá para analisar as amostras apresentadas pelos trabalhos de levantamentos aerogeofísicos e geoquímicos em curso no país.

Satisfeito com o andamento dos trabalhos, Miguel Bondo espera pela chegada e montagem dos equipamentos e a entrega definitiva da obra, por parte do empreiteiro, o que marca o arranque da fase de calibração, testes e análises das primeiras amostras.

Sem adiantar datas, aponta o final de 2016, como uma possibilidade para a análise das primeiras amostras do planageo, ainda que em fase experimental, de modos a dar mais celeridade aos resultados apresentados até agora pelo referido plano.

Depois da conclusão dos laboratórios da região norte (em Luanda) e Região Sul (no Lubango), o país vai agilizar em grande escala os trabalhos de prospecção, evitando o envio de amostras geológicas para o exterior do país, onde actualmente são enviadas para as devidas análises, o que provoca a morosidade nos processos de prospecção e exploração.

PROGRAMA GARANTE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS

A concepção do Planageo, para além da componente técnica que inclui estudos, análise de amostras, prospecção, exploração e construção de infraestruturas, exige também uma especial atenção à qualificação dos Recursos Humanos.

Neste capítulo, dentro do programa de construção dos laboratórios regionais, foram formados trinta técnicos angolanos na República Popular da China, num período de três meses.
Por outro lado, reiterou o compromisso da continuidade da acção formativa em dois anos, para a exigida actualização permanente dos conhecimentos ligados às áreas das geociências, com vista a melhoria contínua e superação de pequenas lacunas que estes possam apresentar. "Aqui no país, os técnicos vão continuar a sua formação on job", sublinhou Miguel Bondo.

Contudo, de acordo com a necessidade, os técnicos serão distribuídos gradualmente para os centros do IGEO, para atender à demanda das análises existentes, também com o decorrer do tempo, nos três laboratórios.

EQUIPAMENTOS DE QUALIDADE VÃO CONFERIR MELHOR FUNCIONAMENTO

A grandiosidade do projecto, dada a responsabilidade do sector mineiro no actual contexto macroeconómico do país, obriga uma aposta rigorosa e criteriosa na qualidade dos equipamentos, para garantir maior rentabilidade e duráveis.

Uma vez concluída a construção civil, o funcionamento dos laboratórios dependerá também da componente tecnológica e científica, suportada por equipamentos apropriados, para o manuseamento regular e produtivo e, por conseguinte, o alcance dos objectivos preconizados.

Miguel Bondo, garante a aquisição de uma variedade de equipamentos de qualidade elevada. Sem precisão, afirma que as origens dos mesmos são variadas, mas em termos de qualidade, há garantias destes, tanto ao PLANAGEO, como aos demais projectos mineiros, para alavancar a economia do país. 'Vamos ter aqui equipamento de último grito, para a análise de qualidade', concluiu.

CONTRIBUTO DE CATOCA NO PIB NACIONAL É VALIOSO

O contributo da Sociedade Mineira de Catoca na arrecadação de receitas fiscais mereceu também uma apreciação daquele responsável que adiantou em números uma participação que oscila entre os 60 a 80% de exploração diamantífera do país. "Tem uma grande comparticipação no OGE," realçou.

Com um volume de exploração a rondar em torno de 600 milhões de dólares norte-americanos, disse confirma que parte desse volume é encaminhada para as despesas e contribuições fiscais do Estado angolano.

Estes dados só ficam completos com os impostos industriais, a compra de serviços e a capacidade de empregabilidade ostentada pela diamantífera, tanto para a província, quanto para o país, que o governante qualifica de “uma mais-valia”.

A par de Catoca, outros projectos ligados à área mineira têm contribuído significativamente para o crescimento da economia nacional, uma vez que com a baixa do preço de petróleo no mercado internacional, o sector mineiro passou a ser a maior fonte de receitas do país. A esperança do Secretário de Estado para a Geologia está na conclusão do Planageo, que vai potenciar o sector e com isso o aumento de receitas e ajudar na diversificação da economia nacional, sustentada durante longos anos pelo sector petrolífero.



 
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